Nacho Rodriguez | Espanha | 02'00" | Assista no Vimeo
Este filme controverso é um bom exemplo de como a animação é uma ferramenta para se discutir temas difíceis, delicados, tabus, etc. Aqui, usando um surrealismo próprio da linguagem cartoon, o diretor Nacho Rodriguez discute as questões psicológicas relacionadas à pedofilia. Ele usa a simbologia de uma entidade, um rato preto gigante, que solta uma gosma preta e toma a alma da pessoa, controlando suas vontades. Depois mostra como essa 'maldição' passa do criminoso para a vítima, que acaba virando um novo criminoso. No fim, a culpa e a punição faz com que o criminoso se arrependa e quebre este ciclo.
Sem me aprofundar se o filme consegue discutir esse tema de forma relevante, visto que não tenho especialidade sobre o tema e também seria muita pretensão tentar abordar de forma profunda uma questão tão complexa em um desenho animado de 2 minutos. Acredito que o filme consegue ser bem claro em relação à tese que o diretor defende: como uma pessoa se torna um pedófilo e como isso repercute no seu psicológico e para as suas vítimas.
Voltando ao assunto de como a animação pode usar um certo eufemismo para tratar de temas espinhosos, vale destacar que Nacho Rodriguez mostra a ação do pedófilo sem usar nenhuma violência sexual gráfica. O filme, porém, abusa do gore (estilo Happy Three Friends) quando mostra o rato gigante despedaçando o corpo do pedófilo. Outra forma interessante de apresentar questões sexuais, é como o diretor expõe uma ereção logo no início do filme - inclusive trazendo o significado simbólico e psicológico.
Tecnicamente é um filme muito bem feito, produzido em animação digital 2D quadro a quadro, lembrando muito o estilo de animações realizadas nos anos 2000 para a internet, incorporando também o estilo New Retro Cartoon, tão difundido pelas animações do Cartoon Network.
O filme participoudo do festival Animaldiçoados de 2012.
Sem me aprofundar se o filme consegue discutir esse tema de forma relevante, visto que não tenho especialidade sobre o tema e também seria muita pretensão tentar abordar de forma profunda uma questão tão complexa em um desenho animado de 2 minutos. Acredito que o filme consegue ser bem claro em relação à tese que o diretor defende: como uma pessoa se torna um pedófilo e como isso repercute no seu psicológico e para as suas vítimas.
Voltando ao assunto de como a animação pode usar um certo eufemismo para tratar de temas espinhosos, vale destacar que Nacho Rodriguez mostra a ação do pedófilo sem usar nenhuma violência sexual gráfica. O filme, porém, abusa do gore (estilo Happy Three Friends) quando mostra o rato gigante despedaçando o corpo do pedófilo. Outra forma interessante de apresentar questões sexuais, é como o diretor expõe uma ereção logo no início do filme - inclusive trazendo o significado simbólico e psicológico.
Tecnicamente é um filme muito bem feito, produzido em animação digital 2D quadro a quadro, lembrando muito o estilo de animações realizadas nos anos 2000 para a internet, incorporando também o estilo New Retro Cartoon, tão difundido pelas animações do Cartoon Network.
O filme participoudo do festival Animaldiçoados de 2012.

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