Alê Camargo / Buba Filmes | Brasil | 06'11" | IMDb |
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Um vampiro 'estilo' Nosferatu tenta dormir mas é aterrorizado por um monstro sanguinário, um mosquito. Alê Camargo, diretor, escritor, produtor, etc., etc., etc. do curta realiza uma bela e muito bem humorada homenagem ao personagem de Murnau. Desde a primeira cartela dos créditos iniciais ("Obra realizada com recursos do ministério da cultura da Latvéria") até os créditos finais ("Alê Camargo gentilmente cedido por Edmir & Norma") o filme nos entrega piadas hilárias. Seja nas cartelas textuais: 'chega a hora de mimir', ou visuais: O Vampiro escova os dentes em frente ao espelho que reflete apenas a escova de dentes.
Mas o que chama mais atenção, são as referências visuais. Não só o personagem é muito parecido com o Nosferatu do filme de 1922, mas a fotografia e a direção de arte, em preto e branco, ou a arquitetura expressionista totalmente distorcida da cidade de São Paulo ("Metrópole caótica e assustadora. Terra do medo e do desespero. Lar da pizza de brócolis com catupiry") e do apartamento do Vampiro. Está lá, novamente, o quadro O Grito, de Edvard Munch, pintura preferida dos animadores que trabalham com o gênero horror. O 'tremido' do movimento da imagem fílmica, muito característico nos filmes da década de 1920, é muito bem usado em A Noite do Vampiro. Este recurso deixa o filme mais engraçado e facilita a animação do personagem.
Não sei se essa era a intenção de Alê Camargo. Mas, no momento em que o mosquito ataca o vampiro, primeiro no nariz e posteriormente na cabeça, não pude deixar de lembrar da animação How a Mosquito Operates (1912) de Winsor McCay.
Alê Camargo continua a trabalhar com animação 3D. Entre suas obras mais importantes estão os curtas de fantasia Knossos (2009) e Os Anjos no Meio da Praça (2010), a série As Aventuras de Fujiwara Manchester (2017) e o longa Mundo Proibido (2022).
Dica de leitura sobre a influência do Expressionismo alemão no cinema da década de 2000: Expressionismo Alemão no cinema atual, de Ana Claudia Freitas Resende.
Mas o que chama mais atenção, são as referências visuais. Não só o personagem é muito parecido com o Nosferatu do filme de 1922, mas a fotografia e a direção de arte, em preto e branco, ou a arquitetura expressionista totalmente distorcida da cidade de São Paulo ("Metrópole caótica e assustadora. Terra do medo e do desespero. Lar da pizza de brócolis com catupiry") e do apartamento do Vampiro. Está lá, novamente, o quadro O Grito, de Edvard Munch, pintura preferida dos animadores que trabalham com o gênero horror. O 'tremido' do movimento da imagem fílmica, muito característico nos filmes da década de 1920, é muito bem usado em A Noite do Vampiro. Este recurso deixa o filme mais engraçado e facilita a animação do personagem.
Não sei se essa era a intenção de Alê Camargo. Mas, no momento em que o mosquito ataca o vampiro, primeiro no nariz e posteriormente na cabeça, não pude deixar de lembrar da animação How a Mosquito Operates (1912) de Winsor McCay.
Alê Camargo continua a trabalhar com animação 3D. Entre suas obras mais importantes estão os curtas de fantasia Knossos (2009) e Os Anjos no Meio da Praça (2010), a série As Aventuras de Fujiwara Manchester (2017) e o longa Mundo Proibido (2022).
Dica de leitura sobre a influência do Expressionismo alemão no cinema da década de 2000: Expressionismo Alemão no cinema atual, de Ana Claudia Freitas Resende.

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