sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

A Moça que Dançou Depois de Morta (2004)

Ítalo Cajueiro / Elvis Kleber / Exemplus Comunicação | Brasil | 11'07" | Assista no Youtube

Dois anos depois do sucesso de O Lobisomem e o Coronel (2002) Italo Cajueiro e Elvis Kleber lançam mais um filme baseado na Literatura de Cordel. O filme é uma homenagem ao gravurista e cordelista J. Borges. O artista é autor da história A Moça que Dançou Depois de Morta (2004) e realizou gravuras específicas para serem usadas na animação.

A história conta o triste fim de uma moça chamada Corina que, de tanta farra, acabou morrendo. Algum tempo depois, na época de Carnaval, um rapaz conhece uma moça em um baile, eles dançam, bebem e se divertem a noite toda. O rapaz apaixonado leva a moça para casa e no outro dia descobre que essa moça, Corina, está morta. No fim, o rapaz e a mãe da moça rezam e a alma da 'pobre' Corina pode descansar em paz. Uma narrativa típica de uma época conservadora e reacionária. No fim das contas, aproveitar a vida leva à morte e só a fé traz a paz. Uma visão bem antiquada e machista sobre como uma pessoa, em especial uma mulher, deve se comportar ou não.

A base da história é a conhecida lenda da 'Mulher de branco' e outras tantas variações do mesmo tema. Ou seja, o fantasma de uma mulher que aparece para seduzir os homens, muitas vezes os levando para o além-vida. Neste caso, a moça só queria se divertir.

Em termos técnicos o filme é muito limitado. A movimentação dos personagens é mínima.

O filme passou no Festival de Gramado, ganhando um Kikito, e no Festival de Brasília, onde conseguiu um prêmio Candango.

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