Victor-Hugo Borges | Brasil | 05'46" | IMDb | Assista no Youtube
“Boa noite, o episódio de hoje é sobre romance, desencontros... e carne vermelha”. É com essa frase, narrada pelo ator Francisco Cuoco, que o filme El Chateau, de Victor-Hugo Borges começa.
Depois de ter feito o pequeno experimento Des Fantastic Sucric (2001), Borges investe em uma história um pouco mais complexa. Um rapaz apaixonado espera impacientemente a moça que deveria encontrá-lo no restaurante El Chateau. Mal sabe ele que a carne servida no lugar é carne humana e que o prato que ele acabou de pedir é a mulher que ele aguarda.
Os desenhos da animação inspiram-se no expressionismo alemão (tem até uma homenagem/brincadeira com Edvard Munch e seu famoso quadro O Grito) e no sempre presente Tim Burton. Já o roteiro mistura Edgar Allan Poe com Guimarães Rosa.
O filme, realizado com cut out digital, é muito econômico nos movimentos. Mas a animação limitada é usada de maneira bem criativa e combina muito bem com o traço dos desenhos, o humor e a violência estilizada. Dá para notar a procura de Victor-Hugo em achar seu estilo e evoluir tecnicamente.
Dica de leitura sobre a influência do Expressionismo alemão no cinema da década de 2000: Expressionismo Alemão no cinema atual, de Ana Claudia Freitas Resende.
Prémios:
Melhor Filme no Curta Santos;
Melhor animação de 2002 pela Academia Brasileira de Cinema*.
* Não consegui confirmar essa informação.
Depois de ter feito o pequeno experimento Des Fantastic Sucric (2001), Borges investe em uma história um pouco mais complexa. Um rapaz apaixonado espera impacientemente a moça que deveria encontrá-lo no restaurante El Chateau. Mal sabe ele que a carne servida no lugar é carne humana e que o prato que ele acabou de pedir é a mulher que ele aguarda.
Os desenhos da animação inspiram-se no expressionismo alemão (tem até uma homenagem/brincadeira com Edvard Munch e seu famoso quadro O Grito) e no sempre presente Tim Burton. Já o roteiro mistura Edgar Allan Poe com Guimarães Rosa.
O filme, realizado com cut out digital, é muito econômico nos movimentos. Mas a animação limitada é usada de maneira bem criativa e combina muito bem com o traço dos desenhos, o humor e a violência estilizada. Dá para notar a procura de Victor-Hugo em achar seu estilo e evoluir tecnicamente.
Dica de leitura sobre a influência do Expressionismo alemão no cinema da década de 2000: Expressionismo Alemão no cinema atual, de Ana Claudia Freitas Resende.
Prémios:
Melhor Filme no Curta Santos;
Melhor animação de 2002 pela Academia Brasileira de Cinema*.
* Não consegui confirmar essa informação.

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