Marc Riba / Anna Solanas | Espanha | 09'00" | IMDb | Assista no Youtube
Violeta, la Pescadora del Mar Negro (2006) é uma das animações mais perturbadoras e repulsivas já realizada. Vou colocar aqui o que entendi da história, já que o filme não explica os detalhes da trama:
Em um pequeno casebre localizado acima de um mar de lama negra, podre e fétida, mora Violeta com sua mãe e avó. A primeira cena mostra a mãe grávida e doente em cima de uma cama. A avó, que é cega, com um forte golpe, arranca a criança do ventre da mãe e a coloca em seu próprio ventre. Podemos ver o cordão umbilical sair da vagina da mãe até o vestido na velha. Violeta assiste à cena como se fosse algo normal. A menina então aproxima-se da mãe e acaricia seus cabelos. Em uma outra cena, Violeta arranca as tripas de um peixe e os enfia na boca da mãe, que já está morta. Ouve-se um choro, a velha tinha acabado de dar a luz a duas crianças, na verdade gêmeos siameses, um corpo, com duas cabeças. Violeta abaixa-se e, com a boca, rompe o cordão umbilical. Ela pega uma bacia com lama podre e 'limpa' as crianças. A velha tenta alcançar as crianças, mas Violeta, com um sorriso sádico, dificulta que ela pegue os bebês no colo. Posteriormente, Violeta seduz um garoto, que mora na casa ao lado. O menino entra em choque ao ver a mãe morta em cima da cama e a avó na cadeira de balanço segurando os bebês, que agora estão em silêncio. No quarto, Violeta acaricia o rosto do garoto, pega sua mão e a coloca em sua vagina, beija sua boca e joga sua cabeça em direção a quinta da mesa. O menino acorda com a boca costurada. Violeta, coloca cera vermelha na testa do menino e carimba a letra 'V'. Nós vemos que a mãe e a avó (agora morta) também possuem o mesmo carimbo de cera. Violeta sai de casa e senta na varanda tranquilamente e sorri satisfeita.
O filme pode ser analisado por vários ângulos. Mesmo curto, ele possui múltiplas camadas. Destaque para a personagem Violeta. Seu comportamento é muito complexo. Ela, mesmo jovem, mostra uma maturidade incrível no meio de situações tão brutais. O fato de cortar o cordão umbilical com os dentes de forma tão natural, e a maneira como ela lida com a situação sexual com o garoto, demonstra que ela já é experiente nesses quesitos. Ela expressa carinho pela mãe e pela avó, ao acariciar e pentear seus cabelos, mas também, em algumas situações, mostra uma frieza psicopática misturada com brincadeiras infantis. Muito se poderia discutir sobre como o ambiente influencia o psicológico da menina (e da mãe e avó). A falta de uma figura paterna. E a questão do controle e da possessão em relação aos outros, etc.
Uma coisa que achei interessante sobre o filme, é que, procurando o curta no Youtube, encontrei diversos vídeos de comentários e explicações, o que é muito raro para um curta metragem. Estes vídeos não aprofundam o filme como ele merece.
Destaco também que o filme é muito pesado, não só na questão gráfica, mas também psicológica. Muitas vezes o 'não naturalismo' da imagem animada faz com que temas difíceis como tabus sexuais, violência extrema, suicídio, etc., sejam melhores tolerados pelo espectador. Este é um bom exemplo. Violeta chega perto de ultrapassar um limite do tolerável, exatamente por não ser uma imagem 'real'. A cena do close na vagina da mãe, por exemplo, que acabou de ser violentada pela avó, ainda com o cordão umbilical pendurado, seria demais para ser mostrada em um filme de filmagem real, com atores. Na animação essa cena ainda é perturbadora, e por pouco é tolerável.
A diretora Anna Solanas e o diretor Marc Riba também são responsáveis por outras animações que tratam do horror. Destaque especial para o perturbador Les bessones del carrer de Ponent (2010) e Canis (2013), que em breve irá ganhar uma postagem nesse blog.
Em um pequeno casebre localizado acima de um mar de lama negra, podre e fétida, mora Violeta com sua mãe e avó. A primeira cena mostra a mãe grávida e doente em cima de uma cama. A avó, que é cega, com um forte golpe, arranca a criança do ventre da mãe e a coloca em seu próprio ventre. Podemos ver o cordão umbilical sair da vagina da mãe até o vestido na velha. Violeta assiste à cena como se fosse algo normal. A menina então aproxima-se da mãe e acaricia seus cabelos. Em uma outra cena, Violeta arranca as tripas de um peixe e os enfia na boca da mãe, que já está morta. Ouve-se um choro, a velha tinha acabado de dar a luz a duas crianças, na verdade gêmeos siameses, um corpo, com duas cabeças. Violeta abaixa-se e, com a boca, rompe o cordão umbilical. Ela pega uma bacia com lama podre e 'limpa' as crianças. A velha tenta alcançar as crianças, mas Violeta, com um sorriso sádico, dificulta que ela pegue os bebês no colo. Posteriormente, Violeta seduz um garoto, que mora na casa ao lado. O menino entra em choque ao ver a mãe morta em cima da cama e a avó na cadeira de balanço segurando os bebês, que agora estão em silêncio. No quarto, Violeta acaricia o rosto do garoto, pega sua mão e a coloca em sua vagina, beija sua boca e joga sua cabeça em direção a quinta da mesa. O menino acorda com a boca costurada. Violeta, coloca cera vermelha na testa do menino e carimba a letra 'V'. Nós vemos que a mãe e a avó (agora morta) também possuem o mesmo carimbo de cera. Violeta sai de casa e senta na varanda tranquilamente e sorri satisfeita.
O filme pode ser analisado por vários ângulos. Mesmo curto, ele possui múltiplas camadas. Destaque para a personagem Violeta. Seu comportamento é muito complexo. Ela, mesmo jovem, mostra uma maturidade incrível no meio de situações tão brutais. O fato de cortar o cordão umbilical com os dentes de forma tão natural, e a maneira como ela lida com a situação sexual com o garoto, demonstra que ela já é experiente nesses quesitos. Ela expressa carinho pela mãe e pela avó, ao acariciar e pentear seus cabelos, mas também, em algumas situações, mostra uma frieza psicopática misturada com brincadeiras infantis. Muito se poderia discutir sobre como o ambiente influencia o psicológico da menina (e da mãe e avó). A falta de uma figura paterna. E a questão do controle e da possessão em relação aos outros, etc.
Uma coisa que achei interessante sobre o filme, é que, procurando o curta no Youtube, encontrei diversos vídeos de comentários e explicações, o que é muito raro para um curta metragem. Estes vídeos não aprofundam o filme como ele merece.
Destaco também que o filme é muito pesado, não só na questão gráfica, mas também psicológica. Muitas vezes o 'não naturalismo' da imagem animada faz com que temas difíceis como tabus sexuais, violência extrema, suicídio, etc., sejam melhores tolerados pelo espectador. Este é um bom exemplo. Violeta chega perto de ultrapassar um limite do tolerável, exatamente por não ser uma imagem 'real'. A cena do close na vagina da mãe, por exemplo, que acabou de ser violentada pela avó, ainda com o cordão umbilical pendurado, seria demais para ser mostrada em um filme de filmagem real, com atores. Na animação essa cena ainda é perturbadora, e por pouco é tolerável.
A diretora Anna Solanas e o diretor Marc Riba também são responsáveis por outras animações que tratam do horror. Destaque especial para o perturbador Les bessones del carrer de Ponent (2010) e Canis (2013), que em breve irá ganhar uma postagem nesse blog.

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